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Beber com frequência (mas pouco) reduz risco de diabetes, indica pesquisa

03 de Agosto de 2017 - 09:09:46
Pessoas que bebiam três a quatro vezes por semana mostraram propensão menor a desenvolver doença do que pessoas que bebiam menos de uma vez por semana; vinho e cerveja foram bebidas mais associadas a benefício.

Pessoas que bebem de três a quatro vezes por semana são menos propensas a desenvolver diabetes do que aquelas que bebem com menos frequência ou não bebem, sugere um novo estudo realizado por especialistas dinamarqueses.

E mostraram ainda que o risco da doença era menor quando mulheres consumiam nove drinques por semana, enquanto que para os homens, a média era de 14 por semana.

A pesquisa, publicada nesta quinta-feira no periódico Diabetologia, se baseou em dados de mais de 76 mil dinamarqueses coletados entre 2007 e 2008 pelo órgão público de saúde do país.

Após os cinco anos, um total de 859 homens e 887 mulheres desenvolveram diabetes. O estudo explica que não foi possível distinguir entre o diabetes tipo 1 e o 2, mas ressalta que a maioria dos indivíduos provavelmente desenvolveu a tipo 2 - que tem estreita relação com o estilo de vida, enquanto que a tipo 1 é influenciado especialmente pela genética e diagnosticado ainda na juventude.

Homens que consumiam mais de sete taças de vinho por semana tinham cerca de 30% menos risco de diabetes do que aqueles que consumiam a bebida menos de uma vez por semana. Para mulheres, a média é de uma ou mais taças por semana.

Já o alto consumo de destilados entre mulheres parece aumentar significativamente o risco da doença - mas não há efeito no caso dos homens.

Segundo Tolstrup, isto pode ter ocorrido pelo baixo número de participantes que relataram consumir álcool em excesso, o que foi estabelecido para o consumo de cinco ou mais copos em uma mesma ocasião.

Mas especialistas ressaltam que isto não é uma desculpa para beber mais do que o recomendado.

Embora os resultados sejam interessantes, ela afirma que "não é recomendável que as pessoas enxerguem isso como um sinal verde para se beber mais do que as atuais diretrizes da NHS (o serviço de saúde público britânico)".

"O álcool está associado a 50 diferentes condições, então não estamos dizendo 'vá em frente e consuma álcool", reforça Tolstrup.

Mas consumir qualquer quantidade de álcool aumentou o risco de doenças gastrointestinais, tais como doença hepática alcoólica e pancreatite.

Fonte: G1


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