Cresce participação dos homens, mas divisão de tarefas domésticas é desigual em SC

Secretaria de Infraestrutura segue cronograma de ações em Braço do Norte
19 de abril de 2018
Festa de São Marcos movimenta Rio Fortuna neste final de semana
20 de abril de 2018

Apesar de ter crescido a parcela de homens que realizam afazeres domésticos em Santa Catarina, ainda há diferenças relevantes no tempo dedicado a essas tarefas entre homens e mulheres catarinenses. As mulheres gastam quase o dobro de horas semanalmente (19,7 horas) a essas atividades em relação aos homens (11,4 horas). As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) – Outras Formas de Trabalho, referente a 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Brasil, as mulheres dedicam 20,9 horas, enquanto os homens 10,8 horas. A realização de afazeres domésticos entre os homens do Estado aumentou entre 2016 e 2017, passando de 78,3% para 85%. O crescimento de 6,7 pontos percentuais fez com que SC saltasse da quarta para a primeira colocação entre os Estados com a maior taxa de homens que realizaram afazeres no próprio domicílio em 2017. Entre as mulheres, também houve aumento de 92% para 94,1%, uma variação de 2,1 pontos percentuais.

Entre os homens de SC, a taxa com maior participação nas tarefas da casa aparece na faixa entre 25 e 49 anos (88,4%), e a com menor entre 14 e 25 anos (75,7%). O mesmo cenário é visto entre as mulheres, com 96,3% e 90,9%, respectivamente. Os homens que mais realizam os afazeres em SC são aqueles com ensino superior completo (88,3%); entre as mulheres, são as com ensino médio completo e superior incompleto (95,4%).

No Brasil o aumento entre os homens (4,5 pontos percentuais) ficou abaixo do registrado em SC, assim como o das mulheres (1,9 p.p.). Ainda assim, existe uma grande diferença nas taxas de realização de afazeres domésticos entre homens (76,4%) e mulheres (91,7%) no país.

A analista de Trabalho e Rendimento do IBGE Alessandra Brito avalia que esses resultados demostram que ainda vai demorar para haver equilíbrio entre os sexos no trabalho doméstico:

— É uma mudança estrutural, que leva mais tempo, é preciso uma mudança de mentalidade. Todo mundo avançou, mas a proporção de mulheres aumentou menos, porque elas já tinham uma taxa muito alta.

As mulheres no país estavam à frente dos homens em todos os tipos de afazeres domésticos, exceto pela execução de pequenos reparos ou manutenção do domicílio, automóvel, eletrodoméstico ou outros equipamentos, citado por 63,1% deles e apenas 34% delas.

As maiores discrepâncias ocorreram no preparo de alimentos — conduzido por 95,6% das mulheres que faziam tarefas domésticas, mas somente 59,8% dos homens que trabalhavam no cuidado da casa — e limpeza ou manutenção de roupas e sapatos — atividade executada por 90,7% delas e apenas 56% deles.

O levantamento também mostrou que 4,7% dos catarinenses realizaram serviços voluntários em 2016; essa taxa subiu para 5% em 2017.

Colaboração: Diário Catarinense.

Posts Relacionados

Deixe uma resposta