Deputados querem votação da reforma na véspera de Natal

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Em busca de votos para aprovar a reforma da Previdência ainda neste ano, deputados defendem que o governo deixe a votação para a véspera do Natal. A ideia, agora, é colocar o texto em plenário no dia 19, aproveitando a mobilização dos parlamentares que ficam em Brasília negociando o orçamento. Se a estratégia funcionar, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), derruba os prazos regimentais e promove a votação de segundo turno na mesma semana. Em jantar com o presidente Michel Temer, Maia chegou a comentar que, se tivesse um mês de fôlego, poderia garantir a aprovação do novo texto. Mas os governistas sabem também que, se a discussão ficar para depois do recesso, os parlamentares estarão ainda mais resistentes. A preocupação com as urnas é imensa. Aliados de Temer argumentam que já deram a cota de sacrifício ao enterrar duas denúncias. Mas como há margem para negociação, o Planalto determinou que os ministros permaneçam em Brasília neste fim de semana, dedicados a angariar votos de partidos. Como um recebeu uma lista com nomes e problemas a serem resolvidos. Virou gincana.

MEDO E DINHEIRO
Disposto a disputar o governo do Estado de Santa Catarina, o deputado Mauro Mariani avisa que não vai obedecer à determinação do PMDB para que toda a bancada vote a favor da reforma da Previdência. Ele disse à coluna que o partido não contou com o voto dele para fechar questão sobre o projeto e que não está preocupado com a ameaça de punição aos infiéis:

– Tem duas coisas que eu não carrego na vida: medo e dinheiro!

DIVIDIDA
Ao contrário da ideia inicial, a bancada catarinense do PMDB não vai votar em bloco se o texto da reforma da Previdência for mesmo a plenário. Para evitar discussão, os deputados resolveram nem se reunir.

EMBAIXO DO TAPETE
Em clima de campanha, o ex-presidente Lula errou o tom em discurso no Rio. Sem lembrar dos desmandos de antigos aliados, como Sérgio Cabral e Anthony Garotinho (ambos presos),  Lula afirmou que “a Lava-Jato não pode fazer o que está fazendo com o Rio”.

– Se um empresário errou, prende o empresário. Mas não precisa quebrar a empresa – afirmou.

Quem ajudou a quebrar as finanças do Rio foram os políticos corruptos. A Lava-Jato está apenas revelando a roubalheira.

FRASE

 Brasília - Raquel Dodge, subprocuradora-geral da República durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado para o cargo de Procurador-Geral da República (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

“Se o corrupto tiver apenas que devolver o que desviou ou se apropriou, pode ser que (o crime) tenha valido a pena. Precisamos também instituir as indenizações por dano moral equivalentes ao dano causado”,  da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Colaboração: Jornal de Santa Catarina

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